Adoração e Governo Apostólico
Para exercermos a autoridade e o governo do Reino de Deus aqui na terra é fundamental que edifiquemos um altar de adoração. Observe a seguinte frase:
Se você quer governar como um rei, deve adorar como um sacerdote.
No livro de João 4:21-24, Jesus estabelece uma nova estação profética no qual se levantariam adoradores que seriam respostas ao clamor e busca do Pai: adoradores em espírito e em verdade, ou seja, adoradores do altar.
Deram-me um caniço semelhante a uma vara de medir e me disseram: Levante-se e meça o templo de Deus e o altar, e conte quantas pessoas estarão adorando ali. (Apocalipse 11:1)
Esse texto nos revela que existem três dimensões que são medidas: O templo, o altar e os que adoram no altar. Verdadeiros adoradores adoram no altar. E, de acordo com essa passagem, o altar está sendo medido constantemente. Existe uma medida da verdadeira adoração.
No mundo espiritual o altar tem uma medida, uma dimensão e um testemunho de adoração. Isso nos mostra que constantemente estamos sendo medidos no altar pela adoração que é feita nele. O altar registra a adoração dos verdadeiros adoradores, e o Pai, comanda os Seus anjos a inspecionar essa adoração, relacionada com a honra e o temor a Ele no altar que é oferecido (Malaquias 1:6-14).
No hebraico a palavra altar é misbeach, que significa sacrificar um animal. Denota também o sentido de aproximar-se de, chegar perto de. Isso nos mostra que a adoração não está limitada apenas ao aspecto cultual, como somos ensinados, mas sim, que adorar no altar, implica em sacrifício.
No decorrer das Escrituras vemos que em cada momento marcante da história, Deus sempre chamava o Seu povo a edificar um altar de adoração. Todos os patriarcas do Antigo Testamento edificaram um altar de adoração. O altar tinha o propósito essencial de marcar o lugar de visitação do Eterno, o que nos revela outro princípio: o altar é um portal dimensional. Cada altar abria um portal celestial e outorgava a pessoa autoridade e domínio para conquistar o território (Gênesis 8:20; 12:5-7; 22:9; 26:25; 28:10-22; 33:20; Êxodo 17:20; Juízes 6:24). Observe que os altares edificados eram representados por meio de nomes proféticos, visto que os céus se abriam e marcava a visitação do Eterno sobre aquele lugar. Analisaremos alguns desses altares:
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JEHOVA-JIREH (Gênesis 22). Provisão. A provisão não é uma questão monetária e sim uma questão de adoração. Abraão sacrificou o que mais amava, seu Isaque, pela fé. Sacrificar o que você mais ama, é um plano para provisão. Se você quer ser próspero e experimentar a provisão sobrenatural do Senhor, comece a sacrificar o que você mais ama. Deus prova o nosso coração e a nossa adoração no altar.
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JEHOVA-NISSI (Êxodo 17:15). Proteção. Aqui, Moisés trava uma batalha contra Amaleque, que é comparado com a nossa natureza carnal. A nação amalequita sempre atacava pelas costas, quando o povo de Israel se encontrava fraco e cansado. A carne sempre tenta atacar quando nós nos sentimos fracos e não andamos no espírito. Neste altar temos que sacrificar a nossa natureza carnal, isto é, nossos desejos almáticos, a fim de experimentarmos a proteção do Senhor.
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JEHOVA-SHALOM (Juízes 6:24). Paz. Gideão teve que sacrificar o ídolo de seu pai, o que nos fala de libertação da iniqüidade. Muitas vezes não experimentamos a paz, pois existem iniqüidades que controlam nossas vidas.
Atente-se que em todo altar se apresentava sacrifícios e ofertas. Enfatizo que a verdadeira adoração está relacionada ao sacrifício. A palavra sacrifício no hebraico é corban, não implica apenas em trazer um animal para o sacrifício, mas em fazer algo para aproximar-se, chegar o mais perto possível (atitude). O maior altar de adoração já edificado foi a cruz (Mateus 23:19). A morte de Cristo, foi o altar por excelência onde Jesus se apresentou como sacrifício para que os céus se abrissem e nos reconectasse com o Pai. O Pai edificou um altar para estar mais perto de nós. E tal como na cultura hebraica, quando um filho morre e o pai rasga as suas vestes a fim de manifestar a sua tristeza, quando houve o sacrifício de Jesus, o véu do templo se rasgou para que pudéssemos entrar numa outra dimensão, onde o Pai pudesse estar mais perto de nós. Por isso o sacrifício provoca o coração do Pai, porque ao edificarmos um altar de adoração, nos aproximamos mais Dele, e Ele se aproxima mais a nós.
Então, disse o Senhor a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vistes que dos céus eu vos falei. Não fareis deuses de prata ao lado de mim, nem deuses de ouro fareis para vós outros. Um altar de pedra me farás e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois; em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti e te abençoarei. (Êxodo 20:25)
É importante observar que o altar era composto por pedras. Não podia ser forjado com instrumentos de ferro, o que representa a nossa humanidade. Como pedras vivas (I Pedro 2:5), nós não podemos profanar o altar com a nossa carnalidade.
Necessitamos então de adoradores que estabeleçam altar de adoração, a fim de que os céus se abram e a cultura do Reino dos Céus venha a ser implantada aqui na terra. Adoração estabelece cultura. Está relacionada com a intimidade, o que nos permite conhecer o Pai e reafirmar a nossa identidade de filhos e o nosso destino profético, nos direcionando ao nosso chamado. É a chave para podermos governar o ambiente e modificar a atmosfera espiritual.
Deus estabelece Seu governo apostólico através da adoração em espírito e em verdade. E este governo é exercido através dos decretos. Autoridade, poder, domínio, governo e conquistas são produtos do altar de adoração.
Em Efésios 2:6 há uma chave para entendermos a nossa autoridade. A Palavra diz que o Pai nos assentou nos lugares celestiais em Cristo. Esta autoridade é de governo, ou seja, somos reis. E este governo é apostólico, pois a Igreja está estabelecida sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, e debaixo da unção apostólica. A palavra assentar em grego é sugkathizo que significa ao lado de, por meio de, junto com. A raiz kathizo significa fazer juiz a alguém, exercer autoridade, decretar juízo sobre o inimigo, julgá-lo. A interpretação desta palavra sungkathizo é que nos encontramos assentados em Cristo, ou seja, no Seu colo. Estamos no “colinho” de Jesus. Esta é a posição que nós temos em Cristo. O Eterno não compartilha a Sua glória com ninguém, mas por meio do sacrifício (altar de adoração) de Cristo, Ele nos levou juntamente consigo, neste lugar de autoridade, onde estamos acima do Diabo, no terceiro céu. A partir deste entendimento, nosso dever é estabelecer esta autoridade aqui na terra. É deste lugar de autoridade que declaramos, proferimos os decretos, julgamos as obras do Diabo e decretamos a sua derrota, como um juiz. Somos chamados a decretar que Satanás é ilegal aqui na terra.
Muitas pessoas não sabem como orar, e muito menos decretar, e isso se deve ao fato de não entenderem qual a sua posição em Cristo. Por isso são apenas petições: “Pai faça isto…”, quando na verdade, o Pai já nos posicionou e agora nós é que temos que atuar, decretar, declarar e estabelecer com as nossas palavras. Infelizmente fomos treinados com uma mentalidade de miserável, de vermes de Deus, mas quando essa revelação abre o nosso entendimento, percebemos que não somos vermes, e sim filhos de Deus. Temos que aprender a governar e decretar. Somente desta maneira, conquistaremos a nossa sociedade e o Reino de Deus se estabelecerá sobre a terra.
Por esta razão, em nome de Jesus, eu decreto sobre ti, que a revelação da sua identidade em Cristo é afirmada a medida que você estabelece um altar de adoração, e que mediante isso, você experimente a sua posição de governo e autoridade, para que venha estabelecer leis espirituais através de decretos, a fim de que a vontade de Deus seja feita aqui na terra, como é feita nos Céus.
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A graça “Maravilhosa” de nosso Pai possa cada vez mais edificar toda a Igreja. Que nossa adoração venha ser sincera, de coração puro e honesto perante nosso Senhor e que essas Palavras trazidas pelo nosso Apóstolo Fernando venham a edificar a vida de muitos e muitos em o nome de Jesus.
Soli Deo Gloria!
Comment by Gleiton — December 11, 2011 @ 6:08 pm